por Natany Araujo Oliveira

e Alexandre Parreira de Araújo

Isto é
Violência?

Aprenda a identificar, entender e enfrentar a violência contra a mulher. Conhecimento é a sua melhor proteção.

Rolar para baixo
Em caso de perigo iminente

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Ligue imediatamente. Todos os serviços são gratuitos, sigilosos e funcionam 24 horas.

Se não puder ligar, envie mensagem pelo WhatsApp: (61) 9610-0180

Tipos de Violência

A Lei Maria da Penha (art. 7º) reconhece que a violência contra a mulher vai muito além da agressão física. Conheça cada tipo para saber identificar.

Violência Física

Qualquer conduta que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher.

Sinais para identificar:

  • Empurrões, socos, tapas, pontapés
  • Estrangulamento ou asfixia (um dos maiores preditores de letalidade)
  • Queimaduras e cortes
  • Uso de armas brancas ou de fogo
  • Contusões em múltiplos estágios de cicatrização
  • Lesões de defesa nos antebraços
  • Lesões orofaciais (lábios, dentes, palato)
Você sabia? A violência física raramente ocorre isolada — na maioria das vezes é o ápice de uma escalada de abusos psicológicos prévios. O estrangulamento é o preditor mais forte de feminicídio futuro.

Exemplo real:

"Ele me empurrou contra a parede e disse que foi sem querer. Depois veio o tapa. Depois o soco. Cada vez era pior, mas eu achava que era normal."

Violência Psicológica

Ações que causem dano emocional crônico, diminuição da autoestima e perturbação do desenvolvimento. Tipificada no art. 147-B do Código Penal.

Sinais para identificar:

  • Humilhação sistemática e xingamentos constantes
  • Ameaças veladas ou explícitas
  • Isolamento forçado de amigos e familiares
  • Gaslighting — manipulação que faz você duvidar da sua própria memória e sanidade
  • Vigilância constante (checar celular, rastrear localização)
  • Perseguição contumaz (stalking) — art. 147-A
  • Controle sobre roupas, aparência, dinheiro
  • "Mansplaining" e "manterrupting" constantes
O que é gaslighting? O agressor distorce fatos, nega eventos, inverte a culpa e invalida seus sentimentos, fazendo você pensar que "é louca" ou "está imaginando coisas". Isso é violência.

Frases comuns do agressor:

"Você é louca", "Isso nunca aconteceu", "Você está inventando", "Ninguém vai acreditar em você", "Você me provoca", "Sem mim você não é nada."

Violência Sexual

Qualquer conduta que constranja a mulher a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.

Sinais para identificar:

  • Estupro conjugal (sexo forçado pelo parceiro)
  • Impedimento do uso de métodos contraceptivos
  • Coerção para engravidar ou abortar
  • Retirada não consensual do preservativo
  • Exposição da intimidade / pornografia de vingança
  • Toques indesejados ou forçados
  • Obrigar a assistir conteúdo pornográfico
Dados: Em 2024, foram registrados 87.545 episódios de violência sexual no Brasil. 88% das vítimas eram mulheres e 77% tinham menos de 14 anos. A maioria ocorreu dentro de casa, por familiares ou parceiros.
Importante: Em caso de violência sexual recente (até 72 horas), procure imediatamente uma unidade de saúde ou IML para profilaxia PEP (HIV), anticoncepção de emergência e coleta de vestígios.

Violência Patrimonial

Subtração, retenção ou destruição de objetos, documentos pessoais, bens ou recursos econômicos. Visa criar dependência financeira.

Sinais para identificar:

  • Retirar ou controlar todo o dinheiro
  • Impedir a mulher de trabalhar
  • Destruir bens por ciúme ou raiva
  • Retirar documentos (RG, CPF, certidões)
  • Não pagar pensão alimentícia dolosamente
  • Controlar todas as contas e decisões financeiras
  • Contrair dívidas em nome da mulher sem consentimento
Jurisprudência: O STJ consolidou que o não pagamento doloso de pensão alimentícia com intuito de subjugar a mulher economicamente configura violência patrimonial.

Violência Moral

Condutas que configuram calúnia, difamação ou injúria no contexto doméstico, visando destruir a reputação da vítima.

Sinais para identificar:

  • Espalhar mentiras sobre você na família ou trabalho
  • Humilhação pública
  • Atribuir fatos inverídicos para destruir sua credibilidade
  • Xingamentos e ofensas constantes
  • Difamar nas redes sociais
  • Contar detalhes íntimos para constranger
Lei nº 14.994/2024: As penas para crimes contra a honra (calúnia, difamação, injúria) são aplicadas em dobro quando cometidos contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.

Violência Vicária

Agressão praticada contra filhos, familiares, dependentes ou até animais de estimação com o único fim de causar sofrimento psicológico à mulher. Reconhecida pela Lei nº 15.384/2026.

Sinais para identificar:

  • Agressão física ou psicológica contra filhos para punir a mãe
  • Ameaças de machucar filhos ou familiares
  • Impedir o contato da mãe com os filhos
  • Usar filhos como moeda de troca ou controle
  • Maus-tratos ou assassinato de animais de estimação
  • Agressão contra enteados ou dependentes
O que é vicaricídio? O crime de matar filhos, enteados ou dependentes da mulher para causar-lhe sofrimento. Tipificado como crime hediondo (art. 121-B do Código Penal) com pena de 20 a 40 anos.
Conceito-chave: "Vicária" significa "substituição". O agressor não ataca diretamente a mulher — usa quem ela mais ama como arma para destruí-la psicologicamente.

Violência Digital

Uso de tecnologia e redes sociais para controlar, humilhar, perseguir ou expor a mulher. Forma crescente de violência no mundo digital.

Sinais para identificar:

  • Exigir senhas de celular e redes sociais
  • Rastrear localização por GPS ou aplicativos
  • Enviar mensagens ameaçadoras ou de controle
  • Publicar fotos íntimas sem consentimento (pornografia de vingança)
  • Criar perfis falsos para vigiar
  • Ameaçar expor conversas privadas
  • Instalar spyware ou aplicativos de monitoramento no celular
Proteção digital: Ative a verificação em duas etapas em todas as suas contas. Use senhas fortes e diferentes. Verifique se há aplicativos de rastreamento instalados. Guarde evidências em local seguro (nuvem ou e-mail).
Lei: A exposição de imagens íntimas sem consentimento é crime previsto no art. 216-B do Código Penal, com pena de 1 a 5 anos de reclusão.

Violência Econômica

Toda conduta que configure retenção, subtração ou destruição de instrumentos de trabalho, documentos, bens e recursos econômicos destinados a satisfazer as necessidades da mulher.

Sinais para identificar:

  • Impedir que a mulher trabalhe ou estude
  • Controlar todo o dinheiro do casal
  • Obrigar a prestar contas de cada centavo gasto
  • Destruir documentos de trabalho ou certificados
  • Forçar a assinar contratos ou procurações
  • Usar o nome da mulher para contrair dívidas
Caminho para a liberdade: A independência financeira é fundamental para romper o ciclo. A Casa da Mulher oferece capacitação profissional, e a Defensoria pode solicitar pensão alimentícia provisória.

O Ciclo da Violência

A violência doméstica não é aleatória — segue um padrão previsível identificado pela psicóloga Lenore Walker. Entender o ciclo é o primeiro passo para rompê-lo.

1

Aumento da Tensão

O agressor se mostra irritadiço, crítico e controlador. Ocorrem humilhações, insultos e destruição de objetos. A vítima entra em estado de hipervigilância, tentando desesperadamente não "provocar" o parceiro.

AnsiedadeInsôniaCulpaMedo
2

Explosão

A tensão acumula e explode em agressão física, sexual ou psicológica severa. É o momento de maior letalidade, mas também quando a vítima tem mais chance de buscar ajuda ou fugir.

TerrorDorConfusãoParalisia
3

Lua de Mel

O agressor demonstra arrependimento, faz promessas de mudança e se mostra extremamente afetuoso. A vítima, por laços afetivos e dissonância cognitiva, tende a perdoar. Com o tempo, esta fase desaparece.

EsperançaPerdãoDependênciaConfusão
Atenção: Com o passar do tempo, os intervalos entre as fases ficam mais curtos, as agressões mais intensas e a "lua de mel" desaparece. Se você reconhece esse padrão, procure ajuda agora.

Mitos vs Verdades

Desinformação mantém a violência. Conheça os mitos mais comuns e as verdades que a ciência e a lei comprovam.

MITO

"Ela gosta de apanhar, senão já teria ido embora."

VERDADE

A permanência é explicada pelo desamparo aprendido (Lenore Walker), dependência econômica, medo de retaliação, pressão social e pela dinâmica do ciclo da violência. A fase de "lua de mel" cria dissonância cognitiva. Nunca é culpa da vítima.

MITO

"Violência doméstica é coisa de gente pobre."

VERDADE

A violência atinge mulheres de todas as classes sociais, raças e níveis de instrução. O que muda é o acesso aos recursos de denúncia e proteção. Mulheres de classes mais altas frequentemente sofrem mais silenciosamente por vergonha e exposição social.

MITO

"Se não teve agressão física, não é violência."

VERDADE

A Lei Maria da Penha reconhece cinco tipos de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência psicológica frequentemente precede e causa mais sequelas que a física. Todas são crimes.

MITO

"Ele bebeu, não sabia o que fazia."

VERDADE

O álcool é um catalisador, não a causa. A maioria dos agressores não possui transtornos psiquiátricos. Suas ações radicam em distorções cognitivas e crenças de superioridade masculina. O álcool remove inibições, mas a violência já existe na estrutura de pensamento.

MITO

"Homem que bate em mulher ama demais."

VERDADE

Violência nunca é amor. O agressor usa a narrativa do "excesso de amor" para justificar o controle e a posse. Amor verdadeiro respeita autonomia, liberdade e dignidade. Controlar não é amar.

MITO

"Ela provocou, ele perdeu a cabeça."

VERDADE

Nenhuma justificativa legitima a violência. O agressor escolhe ser violento — ele não perde o controle, ele o exerce. A maioria dos agressores não é violento com patrões, policiais ou pessoas que o "provocam" — apenas com a parceira.

Estou em perigo agora. O que fazer?

Se você está em situação de perigo neste momento, siga estes passos:

1

Para! Respire. Você não está sozinha.

A culpa nunca é sua. Você não provocou, não mereceu. A violência é uma escolha do agressor.

3

Se não puder ligar

  • WhatsApp 180: (61) 9610-0180 — envie mensagem
  • Peça para alguém ligar por você — vizinho, amigo, familiar, qualquer pessoa
  • Vá para um lugar seguro — vizinho, comércio, igreja, hospital
  • Se estiver trancada: tente ir para um cômodo com saída (quintal, varanda)
  • Se tiver crianças: leve-as com você
4

Após a emergência imediata

Lembre-se: A cada 2 minutos, uma mulher liga pedindo ajuda no Brasil. Você não está sozinha. Existe uma rede inteira pronta para te proteger.

Conhece alguém sofrendo violência?

Se você suspeita que uma amiga, familiar, vizinha ou colega está sofrendo violência, você pode ajudar. Saiba como agir de forma segura e eficaz.

Converse com ela

  • Escolha um momento seguro e privado para falar
  • Diga que você se preocupa e está ali para ajudar
  • Não julgue — ela pode ter medo, vergonha ou dependência
  • Escute sem pressionar — deixe ela falar no ritmo dela
  • Diga: "A culpa não é sua" e "Você não está sozinha"
  • NÃO confronte o agressor — isso pode colocá-la em mais perigo

Registre e documente

  • Se você presenciou agressão, ligue 190 imediatamente
  • Anote datas, horários e descrições do que viu/ouviu
  • Guarde mensagens ou áudios que ela te enviou sobre a situação
  • Fotografe sinais de agressão (com consentimento dela)
  • Seu depoimento como testemunha pode ser fundamental no processo

Ofereça apoio prático

  • Ofereça abrigo temporário se possível e seguro
  • Ajude a guardar documentos e dinheiro de emergência
  • Acompanhe-a à delegacia ou Defensoria
  • Cuide dos filhos enquanto ela busca ajuda
  • Compartilhe os números de emergência
  • Disponibilize seu celular para que ela ligue

O que NÃO fazer

  • NÃO confronte o agressor — pode aumentar o perigo para ela
  • NÃO diga "por que você não sai?" — ela pode ter medo, dependência, desamparo aprendido
  • NÃO force uma decisão — respeite o tempo dela
  • NÃO comente com outros sem autorização — mantenha sigilo
  • NÃO abandone se ela voltar com o agressor — o ciclo da violência é complexo
  • NÃO minimize — "todo casal briga" não se aplica a violência

Se a situação é de perigo imediato, não hesite:

Ligar 190 — Polícia Militar Ligar 180 — Central da Mulher

Isso acontece com você?

Responda com honestidade. Se você marcar alguma dessas situações, pode estar vivendo uma relação abusiva. Isso não é culpa sua.

Crianças e a Violência

A violência contra a mãe afeta profundamente os filhos. Mesmo quando não são diretamente agredidos, crianças que presenciam violência doméstica sofrem sequelas graves.

Impactos nas crianças

  • Psicológicos: ansiedade, depressão, baixa autoestima, dificuldade de concentração, pesadelos
  • Comportamentais: agressividade, isolamento, regressão (voltar a fazer xixi na cama), dificuldade na escola
  • Físicos: dores de cabeça, problemas gastrointestinais, distúrbios do sono
  • Sociais: dificuldade de relacionamento, reprodução do ciclo de violência na vida adulta

O que a lei garante

  • O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) protege crianças de toda forma de violência
  • A Lei Maria da Penha considera a presença de filhos como agravante
  • A Lei nº 14.994/2024 determina perda automática do poder familiar em caso de feminicídio
  • O vicaricídio (Lei nº 15.384/2026) é crime hediondo com pena de 20 a 40 anos
  • O juiz pode suspender o direito de visitas do agressor

Como proteger seus filhos

  • Ensine que violência nunca é aceitável
  • Busque atendimento psicológico para eles
  • Inclua-os no plano de segurança
  • Documente maus-tratos contra eles para o processo
  • Solicite restrição ou suspensão de visitas pela Defensoria
  • O ECA garante proteção integral — denuncie

Como Denunciar

Denunciar pode ser difícil, mas você não precisa passar por isso sozinha. Existem múltiplos caminhos — escolha o que for mais seguro para você.

1

Ligue para a Polícia Militar (190)

Se a agressão está acontecendo agora ou há perigo imediato. A PM vai até o local, realizar a prisão em flagrante e apreender armas.

Ligar 190
2

Registre o Boletim de Ocorrência

Vá a uma DEAM (Delegacia Especializada) ou delegacia comum. Leve documentos e evidências (fotos, mensagens, áudios). A palavra da vítima tem especial relevância probatória.

Ver delegacias
3

Solicite Medidas Protetivas de Urgência

O juiz tem 48 horas para analisar (Lei nº 14.550/2023). Pode ser feito na delegacia, Ministério Público, Defensoria Pública ou online pelos portais dos Tribunais de Justiça.

As MPU podem determinar:
  • Afastamento do agressor do lar
  • Distância mínima da vítima
  • Suspensão de posse de armas
  • Monitoramento eletrônico (tornozeleira)
  • Proibição de contato
  • Suspensão ou restrição de visitas aos filhos
4

Busque apoio integral

Procure a Defensoria Pública (gratuita) para divórcio, pensão, partilha de bens e proteção dos filhos. O CRAS/CREAS oferece apoio psicológico e social.

Ver rede de apoio

Como se Proteger

Sua segurança é a prioridade. Estas são medidas práticas que você pode tomar, mesmo em situações de risco.

Plano de segurança

  • Identifique rotas de fuga dentro de casa
  • Deixe documentos e dinheiro em local seguro fora de casa
  • Tenha uma mala pronta com itens essenciais
  • Combine um código de emergência com alguém de confiança
  • Memorize números de emergência

Registre tudo

  • Salve mensagens, áudios e prints de ameaças
  • Fotografe lesões com data visível
  • Anote datas, horários e descrições dos episódios
  • Guarde registros médicos de atendimentos
  • Peça a testemunhas que registrem por escrito

Rede de apoio

  • Converse com alguém de confiança sobre a situação
  • Não se isole — o isolamento é uma tática do agressor
  • Procure atendimento psicológico
  • Conheça os serviços da sua cidade (DEAM, Casa da Mulher)
  • Participe de grupos de apoio

Independência financeira

  • Abra uma conta bancária individual
  • Guarde dinheiro de emergência em local seguro
  • Busque capacitação profissional (a Casa da Mulher oferece)
  • Solicite pensão alimentícia pela Defensoria
  • Conheça seus direitos patrimoniais

Tecnologia a seu favor

  • Use o aplicativo "Mulher Segura" (Goiás)
  • Solicite o botão do pânico via polícia
  • Ative a localização compartilhada com alguém de confiança
  • Peça monitoramento eletrônico do agressor (tornozeleira)
  • Guarde evidências na nuvem (Google Drive, e-mail)

Proteção jurídica

  • Solicite Medidas Protetivas de Urgência (pode ser online)
  • Busque a Defensoria Pública (gratuita)
  • Documente o descumprimento de MPUs
  • Conheça a Lei Maria da Penha e seus direitos
  • O dano moral em violência doméstica é presumido (STJ)

Está viajando e se sentiu insegura?

Se você está em uma cidade diferente, em trânsito, em hotel, aeroporto, ônibus ou qualquer ambiente desconhecido e se sente em perigo, existe ajuda em todo lugar.

Números que funcionam em QUALQUER lugar do Brasil

No Hotel / Hospedagem

  • Nunca diga o número do quarto em voz alta na recepção
  • Peça para ser acompanhada até o quarto se chegar à noite
  • Verifique fechaduras, trancas e saídas de emergência
  • Não abra a porta para quem você não espera
  • Use o "Não Perturbe" mesmo quando estiver no quarto
  • Guarde documentos e objetos de valor no cofre
  • Anote o endereço completo do hotel para emergências
  • Se alguém bater na porta se identificando como funcionário, ligue para a recepção para confirmar
Em caso de perigo: Ligue 190 imediatamente. Informe nome e endereço do hotel.

No Aeroporto / Avião

  • Seja abordada de forma suspeita: procure imediatamente a Polícia Federal (presente em todos os aeroportos)
  • Não aceite transportar pacotes de desconhecidos
  • Se sentir que está sendo seguida, vá para áreas movimentadas
  • No avião, comissários podem ajudar —Informe se estiver em perigo
  • Ao desembarcar, peça para ser acompanhada se sentir insegurança
  • Tenha os dados do hotel/anfitrião salvos no celular
Polícia Federal: Presente em todos os aeroportos. Procure a sala de apoio ou balcão de informações.

Ônibus / Táxi / Uber

  • Compartilhe sua localização em tempo real com alguém de confiança
  • Anote ou fotografe a placa do veículo
  • No táxi/Uber: verifique se o motorista bate com a foto do app
  • Sente-se atrás do motorista (mais fácil de escapar)
  • Se o motorista desviar da rota, questione imediatamente
  • Em ônibus noturno, sente-se perto do motorista
  • Se sentir perigo, peça para parar em um local movimentado
  • Use o botão de emergência do app (Uber/99 tem)
Emergência no Uber/99: Use o botão de emergência dentro do app. Ele compartilha sua localização com a polícia.

Na Rua / Calçada

  • Conheça a região antes de sair — pesquise no mapa
  • Evite ruas escuras, desertas ou com pouca visibilidade
  • Ande em direção oposta ao tráfego (mais difícil de ser abordada)
  • Leve o celular carregado e com bateria
  • Se estiver sendo seguida, entre em um estabelecimento aberto
  • Peça ajuda a funcionários de comércios, restaurantes, farmácias
  • Grite "SOCORRO" ou "FIRE" (em inglês) — as pessoas reagem mais
  • Use fones de ouvido desligados (dão a impressão de estar ocupada)
Se estiver sendo seguida: Mude de direção abruptamente. Se persistir, entre no estabelecimento mais próximo e ligue 190.

Restaurante / Bar / Balada

  • Nunca deixe sua bebida desacompanhada
  • Não aceite bebidas de desconhecidos
  • Se sentir tontura ou sonolência repentina, peça ajuda imediatamente
  • Vá ao banheiro acompanhada quando possível
  • Tenha um plano de como voltar para o hotel
  • Se alguém insistir em te acompanhar, seja firme: "NÃO"
  • Avise alguém para onde você está indo
Suspeita de droga na bebida: Procure atendimento médico imediatamente. Ligue 192 (SAMU).

Carro Alugado / Próprio

  • Tranque as portas ao entrar
  • Verifique banco traseiro antes de entrar
  • Não pare em áreas escuras ou desertas
  • Se alguém bater na janela, não abra — mostre o celular como se estivesse ligando
  • Em caso de pane, fique dentro do carro e ligue para o seguro/resgate
  • Compartilhe rota com alguém de confiança
  • Tenha o número da locadora e seguro salvos

📋 Checklist de Segurança para Viagem

Antes de viajar

  • ▢ Compartilhe roteiro com alguém de confiança
  • ▢ Salve endereços de hospedagem
  • ▢ Tenha documentos digitais (foto no celular)
  • ▢ Carregue power bank
  • ▢ Salve números de emergência
  • ▢ Ative localização compartilhada

Durante a viagem

  • ▢ Compartilhe localização em tempo real
  • ▢ Avise alguém ao chegar/sair
  • ▢ Mantenha celular carregado
  • ▢ Tenha dinheiro de emergência
  • ▢ Conheça saídas de emergência
  • ▢ Confie nos seus instintos

Em caso de perigo

  • ▢ Ligue 190 (Polícia Militar)
  • ▢ Ligue 180 (Central da Mulher)
  • ▢ Procure local movimentado
  • ▢ Peça ajuda a funcionários
  • ▢ Use botão de emergência do app
  • ▢ Não confronte o agressor

Dicas por Tipo de Viagem

✈️ Viagem a trabalho

  • Informe colegas sobre sua hospedagem
  • Evite refeições íntimas com desconhecidos
  • Mantenha contato regular com alguém de confiança
  • Não compartilhe informações pessoais com motoristas

🏖️ Viagem de lazer

  • Pesquise a região antes de ir
  • Evite praias desertas à noite
  • Não use joias ou objetos de valor ostentosos
  • Mantenha documentos no cofre do hotel

🚗 Road trip

  • Planeje paradas em locais movimentados
  • Tenha o carro revisado antes de viajar
  • Compartilhe rota com alguém
  • Evite dirigir cansada à noite

🌍 Viagem internacional

  • Registre-se no consulado brasileiro
  • Salve o número de emergência do país
  • Tenha seguro viagem com cobertura médica
  • Aprenda frases básicas de emergência no idioma local

Fui expulsa de casa. O que fazer?

Se você foi expulsa de casa pelo parceiro, família ou qualquer pessoa, você tem direito a proteção e acolhimento. Não importa se você é mulher cis ou trans — existe ajuda.

Primeiros passos — Você tem direitos

Ser expulsa de casa é violência patrimonial (Lei Maria da Penha, art. 7º, IV). A lei protege você, independentemente de gênero, orientação sexual ou situação financeira.

O que fazer agora

  1. Vá para um lugar seguro — casa de amigo/a, familiar, vizinho/a, igreja, hospital, delegacia
  2. Ligue 180 — Central da Mulher (24h, gratuito, sigiloso)
  3. Ligue 190 se houver ameaça ou agressão
  4. Procure o CRAS/CREAS mais próximo para acolhimento social
  5. Registre Boletim de Ocorrência — a expulsão é crime
  6. Solicite Medidas Protetivas — o juiz pode determinar seu retorno ao lar

Onde posso ir?

📍 Abrigos e casas de acolhimento

  • Casa Abrigo: acolhimento sigiloso para mulheres em risco de morte. Acesse via DEAM ou 180
  • Casa da Mulher: acolhimento, apoio psicológico, jurídico e capacitação profissional
  • CRAS/CREAS: acolhimento social, grupos de apoio, encaminhamentos
  • Albergues municipais: acolhimento temporário para pessoas em situação de rua
  • Ongs de acolhimento: diversas organizações oferecem abrigo temporário

📍 Para mulheres trans

  • Casa 1 (São Paulo): acolhimento para mulheres trans em vulnerabilidade
  • Abrigo Maria Helena: acolhimento para mulheres trans
  • ONGs especializadas: cada estado tem organizações que acolhem mulheres trans
  • CRAS/CREAS: obrigados a acolher todas as pessoas, independentemente de identidade de gênero
  • Nome social: você tem direito de ser chamada pelo seu nome social

Seus direitos legais

  • Lei Maria da Penha: a expulsão de casa é violência patrimonial (art. 7º, IV)
  • Direito ao retorno: o juiz pode determinar que você retorne ao lar
  • Medidas Protetivas: podem determinar o afastamento do agressor
  • Pensão alimentícia: se você dependia financeiramente do agressor
  • Divórcio: pode ser solicitado pela Defensoria (gratuito)
  • Partilha de bens: você tem direito à metade dos bens do casal
  • Guarda dos filhos: se houver filhos, a guarda pode ser definida judicialmente

Documentos importantes

Se você saiu sem documentos, você pode recuperá-los:

  • RG e CPF: procure o Poupatempo, PoupaTempo ou órgão equivalente no seu estado
  • Certidão de nascimento: Cartório de Registro Civil
  • Cartão do SUS: qualquer UBS pode emitir
  • Cartão do Bolsa Família: CRAS mais próximo
  • Título de eleitor: TSE online
  • Carteira de trabalho: app Carteira de Trabalho Digital

A Defensoria Pública pode ajudar a recuperar documentos retidos pelo agressor.

Apoio financeiro

  • Pensão alimentícia: a Defensoria pode solicitar pensão provisória (em até 48h)
  • Bolsa Família: se você é beneficiária, o corte por violência é ilegal
  • Auxílio emergencial: em casos de vulnerabilidade extrema
  • CRAS: pode incluir você em programas sociais
  • Casa da Mulher: oferece capacitação profissional e auxílio-aluguel
  • FGTS: em casos de violência doméstica, é possível sacar o FGTS

Específico para mulheres trans

Mulheres trans expulsas de casa enfrentam barreiras adicionais. Saiba seus direitos:

  • Nome social: você tem direito de ser chamada pelo seu nome social em todos os serviços públicos
  • CRAS/CREAS: obrigados a acolher, independentemente de identidade de gênero
  • DEAM: deve atender mulheres trans em situação de violência
  • Abrigos: existem abrigos específicos para mulheres trans em muitas cidades
  • Documentos: a retificação de nome e gênero pode ser feita administrativamente (Resolução CNJ 228/2016)
  • Discriminação: a recusa de atendimento é crime (Lei nº 7.716/1989)

ONGs de apoio: ABGLT, ANTRA, Grupo Dignidade, Casa 1 (SP), Ponto de Vista (RJ)

📋 Checklist — O que levar (se possível)

Documentos

  • ▢ RG / CNH
  • ▢ CPF
  • ▢ Certidão de nascimento
  • ▢ Certidão de casamento
  • ▢ Cartão do SUS
  • ▢ Carteira de trabalho
  • ▢ Título de eleitor

Para os filhos

  • ▢ Certidão de nascimento
  • ▢ Cartão de vacinação
  • ▢ Cartão do SUS
  • ▢ Medicamentos
  • ▢ Roupas
  • ▢ Objetos de conforto

Pessoal

  • ▢ Dinheiro / cartão
  • ▢ Celular carregado
  • ▢ Roupas básicas
  • ▢ Medicamentos pessoais
  • ▢ Chaves reserva
  • ▢ Evidências de violência

Precisa de um advogado?

Você tem direito à assistência jurídica gratuita, mesmo sem condições financeiras. A Constituição garante isso. Saiba como acessar.

Defensoria Pública

A Defensoria Pública é o principal canal de assistência jurídica gratuita no Brasil. Ela atua em todas as áreas do direito para quem não pode pagar advogado.

  • O que faz: divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, guarda dos filhos, medidas protetivas, representação criminal
  • Quem tem direito: qualquer pessoa com renda familiar de até 3 salários mínimos per capita (critério pode variar por estado)
  • Documentos necessários: RG, CPF, comprovante de renda (ou declaração de pobreza), certidão de nascimento dos filhos
  • Como acessar: presencialmente nas unidades ou pelo telefone (62) 3602-1224 (Goiás)
  • Custo: totalmente gratuito
Ver endereços da Defensoria

Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM)

É um serviço especializado da Defensoria Pública focado exclusivamente em violência doméstica e de gênero.

  • O que faz: atendimento humanizado, medidas protetivas, ações de família, acompanhamento processual completo
  • Diferencial: profissionais capacitados em gênero e violência doméstica
  • Em Goiânia: Av. Cora Coralina, Setor Sul — (62) 3157-1039
  • Horário: segunda a sexta, 8h às 18h

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

A OAB mantém assistência jurídica gratuita em todas as seccionais do país.

  • O que faz: encaminhamento para advogados voluntários, orientação jurídica gratuita
  • Como acessar: procure a OAB da sua cidade ou acesse www.oab.org.br
  • Em Goiás: (62) 3201-7200
  • Importante: mesmo sem dinheiro, você tem direito a um advogado. A Defensoria ou a OAB podem indicar um.

Ministério Público

O Ministério Público pode atuar de ofício em casos de violência doméstica, mesmo sem a vítima procurar.

  • O que faz: ação penal, medidas protetivas, investigação, fiscalização do cumprimento de MPUs
  • Quando atua: quando há risco à vida ou quando a vítima não pode se representar
  • Como acessar: presencialmente nas Promotorias ou pelo telefone 129 (ligação gratuita)
  • Importante: você pode denunciar anonimamente pelo Disque Denúncia 181

Dúvidas frequentes

"Não tenho dinheiro para advogado. O que faço?"

Procure a Defensoria Pública da sua cidade. Ela é gratuita e atua em todas as áreas: divórcio, pensão, guarda, medidas protetivas. Se não houver Defensoria na sua cidade, a OAB pode indicar advogados voluntários.

"O agressor me impede de sair de casa. Como procurar ajuda?"

Ligue 180 ou envie mensagem pelo WhatsApp (61) 9610-0180. A Defensoria também pode ser procurada por terceiros (amigos, familiares) em seu nome.

"Preciso de advogado para pedir medida protetiva?"

Não. Você pode pedir diretamente na delegacia, no Ministério Público ou online pelo portal do Tribunal de Justiça. A Defensoria pode ajudar, mas não é obrigatória.

"O advogado do agressor está me ameaçando. O que faço?"

Isso é crime. Denuncie à OAB e ao juiz do caso. A Defensoria pode representá-la contra essa intimidação.

Onde buscar apoio

Além da proteção jurídica, você precisa de apoio psicológico, médico e social. Conheça os serviços disponíveis para você.

Apoio Psicológico

  • CRAS/CREAS — atendimento psicológico gratuito pelo SUS. Procure o mais próximo da sua casa.
  • Casa da Mulher — apoio psicológico especializado em violência de gênero
  • CAPSi/CAPS — Centros de Atenção Psicossocial (saúde mental pelo SUS)
  • CVV — Centro de Valorização da Vida: 188 — acolhimento 24h, gratuito e sigiloso para crises emocionais
  • UBS (Unidade Básica de Saúde) — encaminhamento para psicólogo pelo SUS
  • Grupos de apoio — pergunte na DEAM ou Casa da Mulher sobre grupos na sua cidade
Se você está tendo pensamentos de se machucar: Ligue 188 (CVV) agora. Você não está sozinha.

Apoio Médico

  • SAMU: 192 — para emergências médicas
  • Hospital/UPA: procure a unidade de saúde mais próxima para atendimento de ferimentos
  • Violência sexual (até 72h): vá imediatamente ao hospital para PEP (HIV), anticoncepção de emergência e coleta de vestígios
  • UBS: acompanhamento de saúde mental, encaminhamentos, notificação compulsória
  • IPEMED/IML: exames de corpo de delito para registro de agressões
  • SUS: todo atendimento é gratuito. Você tem direito a psicólogo, psiquiatra e assistente social pelo SUS
Importante: Profissionais de saúde são obrigados a notificar casos de violência (Lei nº 10.778/2003). Eles devem te ajudar, não te expor.
  • CRAS: Centro de Referência de Assistência Social — acolhimento, grupos, encaminhamentos
  • CREAS: Centro de Referência Especializado — atendimento especializado para vítimas de violência
  • Casa da Mulher: capacitação profissional, reinserção no mercado de trabalho, auxílio-aluguel
  • Programa Bolsa Família: se você é beneficiária, a violência não pode ser motivo de corte. Denuncie.
  • Auxílio emergencial: em casos de vulnerabilidade extrema, procure o CRAS
  • Abrigos temporários: a Casa Abrigo oferece moradia sigilosa para mulheres em risco de morte
Conquiste sua independência: A Casa da Mulher oferece cursos de qualificação profissional e apoio para reinserção no mercado de trabalho.

⚠️ Transparência e Recursos Reais

Este aplicativo é uma ferramenta educativa. Os dados de serviços são estimativas e podem não refletir a realidade atual. Para encontrar serviços REAIS:

🔴 Emergência Imediata

  • 190 — Polícia Militar
  • 180 — Central da Mulher (24h)
  • 100 — Direitos Humanos

📋 Encontrar Serviços Reais

📱 Apps e Sites Úteis

Rede Nacional de Proteção

Mapeamento completo dos serviços de proteção à mulher em todos os estados do Brasil — DEAMs, Defensorias, CRAS, CREAS, Abrigos, UBS e muito mais.

27
Estados + DF
5.602
Municípios mapeados
26.266
Serviços cadastrados
100%
Cobertura nacional

Encontre serviços perto de você

Acesse a Rede Nacional completa com busca por estado, cidade, tipo de serviço e geolocalização automática.

Acessar Rede Nacional

Ou ligue agora: 180 — Central da Mulher (24h, gratuito)

Por que isso acontece?

A violência contra a mulher não é acidental — é estrutural. Conhecer as raízes do problema é parte da solução.

Desamparo Aprendido

Após exposições reiteradas a traumas onde nenhuma reação surtiu efeito, a vítima perde a capacidade de reagir ou fugir. Mesmo quando portas de fuga se abrem, ela permanece imobilizada pela convicção de que o agressor é onipresente. Isso não é fraqueza — é uma resposta psicológica ao trauma.

Distorções Cognitivas do Agressor

A maioria dos agressores não possui transtornos psiquiátricos graves. Suas ações radicam em crenças crônicas de superioridade masculina e direito ao controle. Eles externalizam a culpa ("você me provoca"), minimizam o dano ("não foi nada") e justificam a crueldade como "excesso de amor".

Interseccionalidade

A violência não atinge todas as mulheres igualmente. No Brasil, 64% das vítimas de feminicídio são mulheres negras. A taxa de homicídio para mulheres negras é 66,7% maior que para mulheres brancas. Classe social, raça e gênero se cruzam para amplificar o risco.

Protocolo LIVES da OMS

Profissionais de saúde são a primeira linha de detecção. O protocolo orienta: Escutar sem julgamento, Indagar com tato, Validar a experiência, Garantir segurança e Apoiar com encaminhamento (EIVGA). Se você é profissional de saúde, saiba que pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Dados que não podem ser ignorados

0
estupros registrados em 2024
O maior número da história. 88% das vítimas eram mulheres.
0
feminicídios em 2024
Recorde da última década. 8 em cada 10 praticados pelo parceiro.
0
chamadas de emergência por violência doméstica
Equivalente a 2 pedidos de socorro por minuto em todo o país.
0
medidas protetivas deferidas
Mas 101.656 foram descumpridas pelos agressores (+11% vs 2023).

A Luta por Direitos

Marcos históricos da conquista de direitos das mulheres no Brasil e no mundo.

1827

Início da educação feminina

A Lei de 15 de outubro de 1827 permitiu que mulheres frequentassem escolas primárias pela primeira vez no Brasil.

1910

Primeira greve operária feminina

Operárias têxteis de São Paulo paralisaram as fábricas exigindo redução da jornada de trabalho e melhores condições.

1932

Direito ao voto

O Código Eleitoral concedeu o sufrágio feminino. Bertha Lutz foi uma das principais lideranças do movimento sufragista.

1934

Primeira deputada federal

Carlota Pereira de Queirós tornou-se a primeira mulher eleita para o Congresso Nacional brasileiro.

1962

Capacidade civil plena

O Estatuto da Mulher Casada (Lei nº 4.121) garantiu à mulher casada capacidade civil plena, sem necessidade de autorização do marido.

1985

Delegacias da Mulher

Criação das primeiras Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) no Brasil.

2006

Lei Maria da Penha

A Lei nº 11.340/2006 criou o microssistema de proteção à mulher, reconhecendo 5 tipos de violência doméstica e familiar.

2024

Feminicídio autônomo

A Lei nº 14.994/2024 tipificou o feminicídio como crime autônomo com pena de 20 a 40 anos.

2026

Violência Vicária

A Lei nº 15.384/2026 reconheceu a violência vicária e tipificou o vicaricídio como crime hediondo.

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Compartilhe este aplicativo com outras mulheres. Conhecimento é proteção. Quem você pode ajudar hoje?

Tráfico de Pessoas

O tráfico de pessoas é uma das formas mais graves de violação de direitos humanos. Se você suspeita que foi, está sendo ou conhece alguém que está sendo vítima, existe ajuda.

Acho que fui traficada. O que fazer?

Se você acredita que foi vítima de tráfico de pessoas, você não tem culpa. O tráfico é um crime e você é a vítima. Existe proteção legal e apoio disponível.

O que é tráfico de pessoas?

Segundo o Protocolo de Palermo (ONU, 2000) e o Art. 231-A do Código Penal Brasileiro, tráfico de pessoas é o recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento de pessoas, mediante:

  • Ameaça ou uso de força ou outras formas de coação
  • Rapto, fraude, engano ou abuso de poder
  • Concessão ou recebimento de pagamentos ou benefícios para obter consentimento

Sinais de que você pode ter sido traficada:

  • Foi levada para outro lugar sob promessas de emprego ou estudo que não se cumpriram
  • Teve documentos retidos por outra pessoa
  • Foi forçada a trabalhar, prestar serviços ou ter relações sexuais contra sua vontade
  • Foi impedida de sair de um local ou de se comunicar com familiares
  • Teve dívidas criadas que não consegue pagar
  • Sofreu ameaças contra você ou sua família
  • Foi submetida a condições degradantes de trabalho ou moradia

O que fazer agora:

1
Você está segura agora?

Se estiver em perigo imediato, ligue 190. Se não puder ligar, peça para alguém ligar por você ou envie mensagem pelo WhatsApp (61) 9610-0180.

2
Procure ajuda especializada

Ligue para o 180 (Central da Mulher) ou 100 (Direitos Humanos). Eles podem encaminhar você para serviços de proteção e acolhimento.

3
Registre a ocorrência

Vá a uma delegacia ou ligue 190. O tráfico de pessoas é crime hediondo no Brasil (Lei nº 13.344/2016). Você tem direito a proteção.

4
Busque acolhimento

Existem abrigos e serviços de proteção para vítimas de tráfico. O CRAS/CREAS e a Casa da Mulher podem ajudar.

Importante: Mesmo que você tenha "consentido" inicialmente com a viagem ou trabalho, se foi enganada sobre as condições, coagida ou explorada, isso é tráfico. O consentimento é irrelevante quando obtido por fraude, coação ou abuso.

Acho que estou sendo traficada agora. O que fazer?

Se você está em situação de tráfico neste momento, sua segurança é a prioridade máxima.

Sinais de que você pode estar em situação de tráfico:

  • Alguém controla seus documentos, dinheiro ou comunicações
  • Você não pode sair do local onde está
  • Foi forçada a trabalhar ou ter relações sexuais
  • Alguém faz ameaças contra você ou sua família
  • Você foi levada para outro local sob promessas falsas
  • Sua liberdade de ir e vir é restrita

O que fazer AGORA:

Se não puder ligar:

  • WhatsApp: (61) 9610-0180 — envie mensagem
  • Peça ajuda a alguém de confiança, vizinho, comerciante
  • Vá para um lugar público — hospital, igreja, delegacia
  • Se estiver em aeroporto/porto: procure a Polícia Federal
  • Memorize o endereço onde está, nomes, características dos agressores
Você não cometeu crime. A vítima de tráfico não é criminosa. A Lei nº 13.344/2016 protege você e garante acolhimento, assistência e proteção.

Conheço alguém que pode estar sendo traficada

Se você suspeita que alguém está em situação de tráfico, você pode salvar uma vida. Saiba como identificar e agir.

Sinais de alerta em outras pessoas:

  • Aparência: sinais de maus-tratos, desnutrição, medo constante, olhar assustado
  • Comportamento: não fala sozinha, alguém sempre a acompanha, respostas ensaiadas
  • Documentos: não possui documentos ou estão retidos por terceiros
  • Trabalho: trabalha em condições degradantes, sem pagamento, com dívidas
  • Moradia: vive em locais com restrição de liberdade, câmeras, grades
  • Comunicação: não pode usar telefone, internet ou falar sozinha
  • Idade: menores de idade em situações suspeitas com adultos

O que fazer:

1
Não confronte o possível traficante

Isso pode colocar a vítima em mais perigo. Aja com discrição.

2
Denuncie

Ligue 190, 100 ou 181 (anônimo). Informe endereços, nomes, descrições.

3
Documente

Anote endereços, placas, horários, descrições físicas. Tire fotos se for seguro.

4
Não tente resgatar sozinho

Deixe que as autoridades atuem. Seu papel é denunciar e fornecer informações.

Violência em cada corpo

A violência atinge de forma diferente conforme raça, identidade de gênero, deficiência, idade e classe social. Conhecer essas diferenças é fundamental para proteger a todas.

Mulheres Negras

Mulheres negras enfrentam a interseccionalidade de gênero e raça, resultando em vulnerabilidade amplificada.

Dados:

  • 64% das vítimas de feminicídio são mulheres negras (FBSP, 2025)
  • 56% das vítimas de abuso sexual são negras
  • Taxa de homicídio: 4,0 por 100 mil (negras) vs 2,4 por 100 mil (brancas)
  • Mulheres negras têm menor acesso a delegacias, Defensoria e abrigos

Barreiras específicas:

  • Racismo institucional nas delegacias e serviços de saúde
  • Distância de equipamentos especializados em periferias
  • Interseção de violência racial e de gênero
  • Maior dificuldade de independência financeira
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública (FBSP, 2025); Atlas da Violência (2024).

Mulheres Trans

Mulheres trans são alvo de violência desproporcional, com taxas de assassinato entre as mais altas do mundo.

Dados:

  • O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo (ANTRA, 2024)
  • 100% das vítimas de assassinato trans são pessoas negras ou pardas
  • Expectativa de vida de mulheres trans negras no Brasil: 35 anos
  • 90% das vítimas são profissionais do sexo

Violências específicas:

  • Transfobia institucional (delegacias, hospitais)
  • Recusa de atendimento em serviços de saúde
  • Exclusão do mercado de trabalho formal
  • Violência sexual e física com extrema brutalidade
  • Negativa de uso do nome social em documentos

Legislação protetiva:

  • ADPF 410 e RE 845779: uso do nome social
  • Lei nº 14.550/2023: medidas protetivas para pessoas LGBTI+
  • Resolução CNJ 228/2016: retificação de nome e gênero
Fonte: ANTRA — Associação Nacional de Travestis e Transexuais (2024); Comissão de Direitos Humanos da OAB.

Pessoas com Deficiência

Pessoas com deficiência (PCDs) são vulneráveis a formas específicas de violência, muitas vezes invisibilizadas.

Dados:

  • PCDs têm 2 a 3 vezes mais chances de sofrer violência (OMS, 2022)
  • 80% das mulheres com deficiência sofreram violência sexual
  • Agressores frequentemente são cuidadores ou familiares
  • Mulheres surdas não conseguem acessar o 190 ou 180 por telefone

Barreiras específicas:

  • Dependência do agressor para cuidados básicos
  • Dificuldade de comunicação (mulheres surdas, não verbais)
  • Inacessibilidade física de delegacias e serviços
  • Incredulidade: "ela não entende o que aconteceu"
  • Violência institucional em abrigos e instituições

Canais acessíveis:

  • VLibras: intérprete de Libras para surdos
  • 180: atendimento por WhatsApp (acessível)
  • Defensoria: atendimento domiciliar em casos de imobilidade
Fonte: OMS — Relatório Mundial sobre Violência e Saúde (2022); IBGE — Pessoas com Deficiência (2022).

Mulheres Indígenas

Mulheres indígenas enfrentam violência histórica ligada ao colonialismo, invasão de terras e racismo estrutural.

Dados:

  • Taxa de homicídio de indígenas: 3,6 por 100 mil (acima da média nacional)
  • Violência sexual historicamente usada como arma de dominação
  • Alto índice de suicídio entre jovens indígenas
  • Dificuldade de acesso a serviços de saúde e justiça

Violências específicas:

  • Violência de posseiros, garimpeiros e madeireiros
  • Estupro coletivo como forma de intimidação
  • Destruição de territórios e modos de vida
  • Racismo institucional em hospitais e delegacias
  • Invisibilidade nos dados estatísticos

Legislação:

  • Lei Maria da Penha se aplica integralmente
  • Estatuto do Índio (Lei nº 6.001/1973)
  • Convenção 169 da OIT
Fonte: CIMI — Conselho Indigenista Missionário (2024); IBGE — Indígenas no Brasil (2022).

Crianças e Adolescentes

Crianças e adolescentes são vítimas privilegiadas de violência sexual e tráfico, com 77% das vítimas de estupro tendo menos de 14 anos.

Dados:

  • 77% das vítimas de estupro tinham menos de 14 anos (FBSP, 2025)
  • 66% dos estupros ocorreram dentro de casa
  • 46% dos agressores são familiares
  • Altíssima subnotificação por medo e dependência

Sinais de alerta:

  • Mudanças bruscas de comportamento
  • Medo de pessoas específicas
  • Conhecimento sexual inapropriado para a idade
  • Regressão (voltar a fazer xixi na cama)
  • Autolesão ou ideação suicida

Como proteger:

  • Acredite na criança — ela raramente mente sobre abuso
  • Denuncie ao 100 (Direitos Humanos)
  • O ECA garante proteção integral
  • O Conselho Tutelar deve ser acionado
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública (FBSP, 2025); ECA — Lei nº 8.069/1990.

Mulheres Idosas

Mulheres idosas sofrem violência doméstica frequentemente praticada por cuidadores e familiares, com dificuldade de denunciar por dependência e isolamento.

Dados:

  • 1 em cada 6 idosos sofre algum tipo de violência (OMS, 2022)
  • Agressores são majoritariamente familiares (filhos, genros, netos)
  • Violência patrimonial é a mais comum (roubo de aposentadoria, bens)
  • Altíssima subnotificação por vergonha e dependência

Violências específicas:

  • Negligência em cuidados básicos (alimentação, higiene, medicação)
  • Apropriação de aposentadoria e bens
  • Agressão física por cuidadores
  • Isolamento social forçado
  • Violência psicológica ("você é um peso")

Legislação:

  • Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003)
  • Lei Maria da Penha se aplica
  • Crime de abandono de incapaz (Art. 133 do CP)
Fonte: OMS — Relatório sobre Violência contra Idosos (2022); Estatuto do Idoso.

Mulheres Quilombolas

Mulheres quilombolas enfrentam violência racial, de gênero e territorial, com acesso extremamente limitado a serviços de proteção.

Dados:

  • Existem mais de 6.000 comunidades quilombolas certificadas no Brasil
  • A maioria está em áreas rurais isoladas, longe de delegacias e hospitais
  • Violência fundiária é constante (ameaças de grileiros e fazendeiros)
  • Alto índice de violência obstétrica (negativa de atendimento)

Barreiras específicas:

  • Distância de equipamentos de proteção
  • Racismo institucional em hospitais e delegacias
  • Invisibilidade nos dados estatísticos
  • Violência de posseiros e grileiros
  • Falta de transporte para buscar ajuda

Legislação:

  • Lei Maria da Penha se aplica integralmente
  • Decreto nº 4.887/2003: regularização de territórios quilombolas
  • Convenção 169 da OIT
Fonte: INCRA; Fundação Palmares; CPT — Comissão Pastoral da Terra (2024).

Mulheres Imigrantes e Refugiadas

Mulheres imigrantes e refugiadas estão em situação de extrema vulnerabilidade, muitas vezes sem documentos, sem rede de apoio e com medo de deportação.

Dados:

  • O Brasil recebeu mais de 1,3 milhão de refugiados (ACNUR, 2024)
  • Violência sexual é usada como arma em conflitos armados
  • Muitas sofrem tráfico de pessoas durante a migração
  • Medo de deportação impede denúncias

Barreiras específicas:

  • Desconhecimento da legislação brasileira
  • Barreira linguística
  • Medo de deportação
  • Falta de documentos
  • Isolamento social
  • Violência de contrabandistas e traficantes

Legislação:

  • Lei Maria da Penha se aplica a todas as mulheres, independentemente de nacionalidade
  • Lei nº 9.474/1997: Lei dos Refugiados
  • Acordo de Residência do Mercosul
Fonte: ACNUR — Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (2024); Cáritas Brasileira.

Mulheres do Campo e Agricultura Familiar

Mulheres rurais enfrentam isolamento, dependência econômica e dificuldade de acesso a serviços de proteção.

Dados:

  • 70% das vítimas de violência no campo são mulheres
  • A maioria vive em áreas isoladas, longe de delegacias
  • Violência patrimonial é a mais comum (controle de terras e renda)
  • Dependência econômica do parceiro/agressor

Barreiras específicas:

  • Distância de serviços de proteção
  • Falta de transporte
  • Dependência econômica do parceiro
  • Isolamento social
  • Violência de posseiros e madeireiros

Legislação:

  • Lei Maria da Penha se aplica
  • Lei nº 11.326/2006: Política Nacional de Agricultura Familiar
  • Programa Nacional de Crédito Fundiário
Fonte: CPT — Comissão Pastoral da Terra (2024); CONTAG — Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura.

Mulheres com HIV/AIDS

Mulheres vivendo com HIV/AIDS enfrentam estigma duplo — de gênero e de sorologia — que as impede de buscar ajuda.

Dados:

  • 50% das pessoas vivendo com HIV no Brasil são mulheres
  • A transmissão sexual é a principal forma de infecção em mulheres
  • Muitas são infectadas por parceiros que se recusam a usar preservativo
  • Violência obstétrica é comum (negativa de atendimento)

Barreiras específicas:

  • Estigma social e discriminação
  • Medo de revelar sorologia
  • Violência de parceiros que usam HIV como arma
  • Recusa de atendimento em hospitais
  • Isolamento social

Legislação:

  • Lei Maria da Penha se aplica
  • Lei nº 9.313/1996: fornecimento gratuito de medicamentos
  • Lei nº 12.984/2014: criminalização da discriminação por HIV
Fonte: UNAIDS (2024); Ministério da Saúde — Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

Mulheres em Situação de Rua

Mulheres em situação de rua estão entre as mais vulneráveis à violência, com acesso quase inexistente a serviços de proteção.

Dados:

  • Existem mais de 280 mil pessoas em situação de rua no Brasil
  • Violência sexual é extremamente comum
  • Muitas sofrem violência policial
  • Acesso a saúde é extremamente limitado

Barreiras específicas:

  • Falta de documentos
  • Falta de endereço para receber correspondências
  • Violência constante nas ruas
  • Recusa de atendimento em serviços públicos
  • Dependência de substâncias

Legislação:

  • Lei Maria da Penha se aplica
  • Lei nº 12.435/2011: Lei do SUAS
  • Decreto nº 7.053/2009: Política Nacional para a População em Situação de Rua
Fonte: MDS — Ministério do Desenvolvimento Social (2024); INESC — Instituto de Estudos Socioeconômicos.

Situação de Prostituição

Mulheres em situação de prostituição são vítimas frequentes de violência e enfrentam estigma que as impede de buscar ajuda. Toda mulher merece proteção, independentemente de sua atividade.

A violência que elas sofrem

Mulheres em situação de prostituição estão entre as mais vulneráveis à violência, mas são as que menos denunciam por medo de revitimização e estigma.

Dados:

  • 80% das profissionais do sexo já sofreram violência física (UNAIDS, 2023)
  • 68% já foram estupradas durante o trabalho
  • 45% foram agredidas por clientes
  • 30% foram agredidas por policiais
  • A expectativa de vida de mulheres trans negras profissionais do sexo é de 35 anos

Tipos de violência mais comuns:

  • Violência física e sexual por clientes e parceiros
  • Roubo, extorsão e cárcere privado
  • Violência policial (abuso de autoridade, extorsão)
  • Tráfico de pessoas para exploração sexual
  • Violência institucional (recusa de atendimento em hospitais e delegacias)
  • Estigma social que impede acesso a direitos
Fonte: UNAIDS (2023); OMS — Relatório sobre Saúde e Direitos Humanos (2022); Davida — Prostitutas em Rede de Ação.

Por que elas não denunciam?

  • Medo da polícia: receio de julgamento, chantagem ou extorsão
  • Medo de exposição: receio que a família ou comunidade saiba
  • Sensação de desproteção: crença de que "prostituta não tem direitos"
  • Ameaças de agressores: clientes violentos ou aliciadores

Direitos garantidos por lei:

  • Lei Maria da Penha: aplica-se a qualquer mulher em situação de violência doméstica ou familiar
  • Atendimento médico de emergência: profilaxia pós-exposição (PEP), pílula do dia seguinte e acolhimento humano
  • Direito a registrar Boletim de Ocorrência: sem discriminação ou questionamento moral
Lembre-se: A dignidade humana não depende da profissão. Toda mulher merece proteção, respeito e acesso à justiça. Se você conhece uma mulher em situação de prostituição que sofre violência, não julgue — ajude. Ligue 180 ou 100.

Situações Extremas

Se você está em uma situação de risco extremo — sequestro, cárcere privado, ameaça de morte, tortura — existe ajuda. Não desista.

Cárcere Privado / Sequestro

  • Se puder, ligue 190 silenciosamente
  • Envie localização pelo WhatsApp para alguém de confiança
  • Memorize: endereço, nomes, rotinas do agressor
  • Se houver oportunidade de fuga, priorize sua segurança
  • O cárcere privado é crime hediondo (Art. 148 do CP)

Ameaça de Morte

  • Ligue 190 imediatamente
  • Registre BO e solicite Medida Protetiva de Urgência
  • A polícia pode escoltar você para local seguro
  • Peça para ser levada a uma Casa Abrigo
  • A ameaça de morte é crime (Art. 147 do CP) — com pena em dobro contra mulheres

Agressor Armado

  • NÃO confronte — sua vida é mais importante
  • Se possível, saia do ambiente
  • Ligue 190 assim que for seguro
  • A posse de armas por agressor é fator de risco máximo no FONAR
  • Medida Protetiva pode determinar apreensão de armas

Fuga com Crianças

  • Leve documentos seus e das crianças
  • Vá para lugar público (hospital, igreja, delegacia)
  • Ligue 190 ou 180
  • A Defensoria pode solicitar guarda provisória
  • A Lei Maria da Penha protege você e seus filhos
Em qualquer situação extrema: Ligue 190. Se não puder ligar, envie mensagem pelo WhatsApp (61) 9610-0180. Peça ajuda a qualquer pessoa. Sua vida importa.

Autores

Natany Araujo Oliveira

e Alexandre Parreira de Araújo

Este aplicativo foi desenvolvido com base em referencial teórico sólido das áreas de Direito, Psicologia, Ciências da Saúde e Criminologia, com o objetivo de tornar o conhecimento sobre violência de gênero acessível, compreensível e acionável por qualquer pessoa.

Porque identificar a violência é o primeiro passo para combatê-la.